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O
Milagre da Rosa na Cruz
Vitor
Manuel Adrião
Sintra, 1982
No Mistério da Rosa se oculta o Espírito da Vida.
O seu simbolismo no mundo esotérico, mormente ocidental, elevou-a ao panteão dos diversos simbolismos mais ou menos crípticos de que usufruem hermetistas e alquimistas, sufis e gnósticos e tantos mais Iluminados na Sabedoria Iniciáticas das Idades cujas traves-mestras – Ciência, Arte e Filosofia – se encontram na única Teosofia, ou Religião-Sabedoria. Desde os tempos mais remotos a Rosa é, pois e por excelência, a Flor Perfeita.
Rosa vermelha púrpura esta cor a recebe de Júpiter, mas a fragrância suave é de Vénus, e com isso associada de imediato à Mãe Divina, a Rosa Mística da ladainha mariana, e aos atributos da Pureza, do Amor…
Os romanos a tinham como símbolo dos enamorados, havendo o costume dos casais jovens, na procura de um futuro nupcial feliz, oferecerem rosas a Afrodite, deusa do amor. Hábito igual tinham os gregos. Igualmente os católicos orientais e ocidentais fazem uso do simbolismo da rosa, atribuindo-lhe as virtudes da Pureza e da Inocência, e, para manter viva a tradição ancestral ligada a ela, todos os anos o Papa, em Roma, diante da multidão benze uma Rosa de Ouro traçando sobre ela o sinal da Cruz. Isto vale por Rosa+Cruz, sibilino contudo magno emblema da Realização Verdadeira no Mundo, o que a Natureza aponta sendo a Pedra Filosofal como solução final da Quadratura do Círculo… Redimir coagulando a Prata da Terra e libertar solvendo o Ouro do Céu, sim, a Quadratura da Terra no Círculo do Céu, na maior Alquimia mediante a qual se obtém o Elixir da Vida Eterna – a Imortalidade espiritual.
Terá sido essa a razão dos antigos hermetistas chamarem a todo o verdadeiro tratado de Alquimia de Roseiral Mariano, essa a Ciência das Transformações e Sublimações cujo Orago é Shiva, o Espírito Santo representado tanto por Fátima como por Maria… Rosa Mística ela é.
Lá está ela, envolta nos éteres do Mistério, coroando o Zimbório do Segundo Trono ou Cristo Universal, em todo o Templo consagrado da Muito Nobre Ordem do Santo Graal, Rosa no Cruzeiro ou Pramantha evolucional levando em seus palos o Tetragramaton, assim, como Círculo celeste, traçando com o Nome do Eterno a Quadratura terrestre – a Expressão Ideoplástica do Homem Cósmico (Jehovah), de quem o Templo é a forma estática.
Com efeito, o Templo é um espaço onde cada elemento se encontra disposto de acordo com os cânones sagrados que fundamentam a Harmonia Universal. Nas suas formas, dimensões, cores e símbolos se encontram plasmados os princípios arquetípicos que permitem a ligação com outras realidades de ordem transcendental. De todos os símbolos presentes no Templo, sem dúvida que se consigna como dos mais importantes aquele da Rosa+Cruz refulgindo encrostado no centro do zimbório. O privilégio dessa posição destacada remete igualmente para o simbolismo da Scalae Coeli. Com efeito, se considerar-se, do ponto de vista simbólico, que o Templo é a Montanha a cujo topo todo o Iniciado deve subir, então só no seu cume se poderá encontrar esse poderoso foco irradiante, muito bem conformado à expressão “assumptio” Pico do Graal.
 O “Pico do Graal”, a Cruz Alta da Serra Sagrada de Sintra
A Rosa+Cruz constitui-se, em
verdade, como vértice ou coroamento do Templo. Ponto de convergência efectivo
das energias templárias no seu duplo movimento, ascendente e descendente, como
seja Kundalini e Fohat, “Fogo Quente” e “Luz Fria”. É através desse ponto focal que
as energias flamejantes afluindo no Seio da Terra e trabalhadas no Templo são
dispensadas para a Humanidade e enviadas para o Alto, no sentido ascensional,
na direcção do Cristo Cósmico, o 2.º Trono representado pelos Mestres Perfeitos
e Anjos Alados que, com a sua Vontade, irão colocá-las ao serviço do Desígnio
de Deus, o Eterno.
Mas
é também através da Rosa+Cruz no zimbório representando o Mundo Celeste no
espaço sagrado do Templo, que neste confluem as energias luminosas desse mesmo
Mundo e que aos templários compete trabalhar e reelaborar. Portanto,
compreender este augusto Símbolo Sagrado é entender de que forma o Templo se
liga à tessitura espiritual na qual ele se integra.
Colocada
no ápice, no cume do Templo, a Rosa+Cruz é a oposição polar do ponto central
virtual colocado ao nível do solo e marcado pelo trípode ou braseiro onde ardem
as chamas do Fogo Sagrado (Agni). O
Pólo Celeste e o Pólo Terrestre estão assim em perfeito equilíbrio.
Um
é o “omphalo”, o umbigo do Templo, através do qual flui a Energia Electromagnética
do Seio da Terra, dos Mundos Internos – Kundalini.
Representa o Aspecto Feminino da Manifestação, a Vontade de Criar e trazer para
a Vida. É o Pólo irradiante que transporta das Trevas para a Luz, do
Imanifestado para o Manifestado. Dele aflui a Energia Planetária do Laboratório
do Espírito Santo, que é Shamballah. Representa, pois, o interior da Montanha,
cuja porta, fechada a sete chaves, pode ser aberta pelo Iniciado verdadeiro,
puro de coração e límpido de mente, pela entoação das sete sílabas sagradas,
qual “Abre-te Sésamo”, e assim manifestar o Reino do Divino Espírito Santo à
Face da Terra.
Logo
acima, no cume da Montanha, está a Rosa+Cruz. Ponto focal superior,
representando o Masculino da Manifestação, dele flui a Luz do Cristo Universal
ou 2.º Logos a qual inunda, qual cachoeira luminosa, o Templo. Cruzando este
pilar de manifestação da Obra do Eterno está o espaço do Templo materializando,
desta forma, a Cruz Divina onde os Iniciados são simbolicamente “crucificados”
no seu trabalho Templário quando dão a sua vida, as suas “energias”,
sacrificando-se pelo desenvolvimento espiritual da Humanidade.
Postado
no centro do Templo, voltado para Norte, elevando os olhos o Iniciado contempla
esse Símbolo Sagrado. Verifica que ele é constituído por uma Cruz amarela em
cujos quatro palos se inscrevem as quatro letras hebraicas constituintes do Tetragramaton Sagrado (YOD-HE-VAU-HE,
cujos sons, concatenados, teriam originado Jehovah,
o Deus Supremo das escrituras hebraicas), em ouro velho. No centro da Cruz, uma
Rosa vermelha purpurada com um botão central constituído por 3 pétalas. A
envolver esse botão encontram-se 3 coroas concêntricas, constituídas por 5
pétalas cada. Perfazem-se, desse modo, 18 pétalas.
Esse
botão central com três pétalas corresponde à Trindade Divina manifestada
através das 7 Hierarquias do Raio Divino e das 7 Hierarquias do Raio
Primordial, ou sejam as de Purusha
(Espírito) e as de Prakriti, aquelas
para o 2.º Trono Celeste e estas para o 3.º Trono Terrestre. Considerando ainda
o Ponto Central de Irradiação (o Eterno), a Trindade de Manifestação (as
Hipóstases) e os 14 Raios de Expressão, ter-se-á os 18 elementos que
correspondem às 18 pétalas da Rosa na Cruz.
Falando
das Hierarquias dos Raios Divino e Primordial, a Tradição Iniciática das Idades
consigna-as como sendo:
RAIO
DIVINO (PURUSHA) RAIO
PRIMORDIAL (PRAKRITI)
CÉU
(FOHAT) – CRISTO TERRA
(KUNDALINI) – MARIA
1
– LOGOS SOLARES 1
– LEÕES DE FOGO
2
– RAIOS DO PRAMANTHA 2
– OLHOS E OUVIDOS ALERTA
3
– ENERGIAS ou SHAKTIS 3
– VIRGENS DA VIDA
4
– DHYAN-CHOANS SUPERIORES 4
– ASSURAS
5
– CONSTRUTORES MAIORES 5
– AGNISVATTAS
6
– ESPÍRITOS DIANTE DO TRONO 6
– BARISHADS
7
– ANJOS DA PRESENÇA ou DA FACE 7
– JIVAS
Obviamente
que a Rosa+Cruz, como emblema autêntico que é, pode ser vista e decifrada a
diferentes níveis e de vários modos. É assim que as diferentes coroas de
pétalas que se dispõem em torno do botão central também representam os três
círculos de Iniciados (Sacerdotes – Instrutores – Arautos) dispostos em torno
do Rei do Mundo (Melkitsedek), tal
qual se dispõem os vários cavaleiros, nos seus graus e dignidades, em torno do
Grão-Mestre numa Ordem de Cavalaria.
As
três primeiras contêm treze pétalas, o que se relaciona ao Arcano Treze, “A Grande
Mãe”, exactamente assinalada no Cruzeiro do Sul dando-se à Manifestação através
do Filho, o Cristo como ponto central e os seus doze Apóstolos, nisto também
remetendo para treze elementos. A última coroa, com cinco pétalas, estará
relacionada com todo o simbolismo atribuído ao número cinco e correspondente
Arcano, “A Inteligência”. Número esse estando intimamente ligados aos Mistérios
de Portugal, como Ponto Focal donde irradiam as Energias do Quinto Chakra da
Terra, Sintra.
Na
ORDEM DO SANTO GRAAL os 12 Sacerdotes ou Goros do Rei do Mundo portam em suas
capas douradas o Emblema Rosa+Cruz. Sendo a Cruz um símbolo da própria Terra no
conspecto dos seus Mundos Internos, acrescida pela Rosa central vem a expressar
o Espírito Divino que habita em seu Seio, o Espírito da Pax, o qual não
configura uma representação alegórica mas, pelo contrário, uma Vida-Energia bem
definida e animada pela correspondente Vida-Consciência, de profunda dimensão
espiritual. Torna-se assim o Emblema dos Filhos de Agharta. Dele dimana, como
sua Hipóstase, a Cruz com a Rosa. E, neste sentido, o seu significado torna-se
claro: a Rosa+Cruz expressa a manifestação do Espírito de Deus sobre a Terra.
Sendo
uma representação do próprio Cristo a Rosa é assim o símbolo de todos os Seres
auto-superados que conquistaram, por seu próprio esforço, o estatuto Divino.
Para todos os Iniciados verdadeiros a Rosa+Cruz é uma representação da Harmonia
da Criação. Albert Pike, em Dogma e Moral,
referia: «Unir a Rosa à Cruz, eis o problema que se coloca aos mais altos
Iniciados». Por outro lado, Joseph Campbell, em Mitologia Criativa, refere a seguinte analogia: «A Visão Beatífica,
tida por Dante, da Rosa do Paraíso, e aquela outra de Galahad face ao Santo
Graal, são idênticas». Na verdade Dante acaba por ser um dos primeiros a falar
explicitamente do emblema da Rosa+Cruz e a explicá-lo de maneira categórica. Na
sua Divina Comédia o seu Céu é
composto por uma série de círculos cabalísticos, dividido por uma Cruz (tal
qual como a Roda de Ezequiel), em cujo centro desabrocha e floresce uma Rosa.
Os
Rosa+Cruzes Andróginos, tanto valendo por Adeptos Perfeitos, dos sete
significados do simbolismo da Rosa e da Cruz desvelaram aos seus discípulos
Rosacrucianos os quatro primeiros, que são:
1.º)
A Rosa que coroa a Cruz é o símbolo da Divindade, que só poderá ser alcançada
por um profundo sofrimento na vida mortal, o que está simbolizado pela Cruz.
2.º)
A Espada que cobre a Rosa é o Espírito, que sempre se deve manter disposto na
batalha da vida, com o qual se chegará a ganhar o prémio da Rosa. Lembra os
tempos da Cavalaria nos quais, em magníficas lides, com valor e elegância o
cavaleiro devia ganhar a rosa da mão da rainha.
3.º)
A Cruz encimada pela Coroa significa que, se o fiel discípulo souber superar com
total estoicismo os sofrimentos que a vida mortal lhe reserva, conseguirá o
ceptro do Magistério, de acordo com os antigos aforismos que dizem: “Toda a
Coroa tem antes a sua Cruz”. Ou então: “Para alcançar a Coroa é preciso subir à
Cruz”.
4.º)
A Cruz Fálica significa o duplo sentido sexual que se manifesta no Universo,
isto é: a união do Masculino com o Feminino, fonte da procriação do Mundo
Físico e da Ideia, donde se deduz imediatamente não existir nenhuma semelhança
com a simbologia grosseira dos cultos fálicos primitivos. A sua base primordial
é a acção que leva ao pensamento, já que sem o movimento activo do Homem a
ideia estanca e o Espírito não conseguirá dar os frutos que conduzem à verdade,
para eterna felicidade da Humanidade.
Com
efeito, como se vê, por si só o simbolismo da Rosa pode conduzir a imensas
conexões ao nível iniciático. No círculo mais interno da verdadeira Ordem
Rosa+Cruz dos Andróginos, é conhecido o facto dos seus membros, sempre que lhes
é possível, providenciarem a existência, junto à entrada das suas casas, de
canteiros com rosas brancas e vermelhas, de ambos os lados. E “aqueles que
sabem” conhecem o facto de nos túmulos dos verdadeiros Rosa+Cruzes deverem
sempre figurar, de cada lado, um conjunto de rosas brancas e outro de rosas
vermelhas.
Passando
de largo a dilucidação do significado de ambas as cores, refira-se que na
Inglaterra, nos finais da Idade Média, a conhecida Guerra das Rosas (1455-1485)
haveria de ensanguentar grande parte da nobreza inglesa nessa luta dinástica
pelo trono real travada entre as Casas de York e Lancaster. Cada uma delas
representada por uma rosa: vermelha (York) e branca (Lancaster). E haveria de
ser desta última Casa que surgiria essa figura extraordinária da História
Portuguesa: Filipa de Lencastre, a quem Fernando Pessoa chamou, com a maior das
propriedades, de “Princesa do Santo Graal”… predestinada a mãe privilegiada do
maior dos Infantes – o Infante Henrique de Sagres, de quem a lenda conta ter
recebido do navegador Gil Eanes uma braçada de rosas brancas como prova de ter
dobrado o Cabo Bojador. Mas esta já é outra história, mesmo assim não menos
dotada de maravilhosos e sagrados foros… tanto assim como esse outro facto da
cor vermelha ser a mor do Rito de York da Maçonaria e, inclusive, preencher os
listeis da bandeira dos Estados Unidos da América do Norte, cuja Carta de
Independência se deve a redacção maçónica.
Os
cristãos quando traçam sobre si o sinal da Cruz, o seu “santo-e-senha”, raros
imaginam sequer que com esse mudra ou
“gesto místico” evocam a si os afluxos de poderosas Energias Universais e qual
seja, pois, o sentido profundo desse mesmo mudra,
tanto místico como mágico e cabalístico. Com o dedo polegar, que é o de Vénus, da mão direita, levam-no ao
centro da fronte (sobre o Chakra Frontal
– Sede da Sabedoria), dizendo: “Em Nome do Pai”, assim atraindo a Energia Vital
Deste: Prana. O dedo desce depois até
ao centro do peito (sobre o Chakra
Cardíaco – Sede do Amor), afirmando-se: “Do Filho”, evocando-se a Luz
Deste: Fohat. Logo sobe ao ombro
esquerdo prolongando-se a linha horizontal até ao ombro direito, desfechando a
evocação: “E do Espírito Santo”, atraindo-se a Força Deste: Kundalini (que se manifesta como Verbo
pelo Chakra Laríngeo).
Para
o Teúrgico isso vale pelos Atributos superiores do Odissonai. Assim, também se poderia dizer: EM NOME DE OS TRÊS
IRMÃOS INSEPARÁVEIS – A LUZ DE DEUS – O NOME DE DEUS – A SENTENÇA DE DEUS!
Observa-se
assim os Chakras superiores serem accionados da esquerda para a direita, em
rotação destrocêntrica ou solar e configurando no corpo humano, de maneira
soberba, a Pramantha Flogística,
estando a Rosa ideal ao centro, na região laríngea.
Para
os Irmãos Místicos ou Frates Rosea+Crucis, Ordem Iniciática que brilhou
sobre a Terra entre os séculos XIV e XVII, esse era o emblema perfeito da
Imortalidade e da Iluminação, sendo tradicionalmente representado por uma cruz
dourada tendo ao centro uma rosa vermelha. Já era utilizado no Antigo Egipto
durante a XVIII Dinastia, no reinado do Faraó Amemhotep IV, cerca de 1350 a.C.,
durante as celebrações luni-solares dos Mistérios Andróginos de Ísis e Osíris,
este para o Cruzeiro Mágico, aquela para a Flor Mística, juntos expressando a
Sabedoria e o Amor fixados na Vontade do Hierofante dirigindo os celebrantes.
O
Iniciado que alcançava a Iluminação Integral (Budhi Taijasi) transformava-se num Ser Crístico, num Adepto
Perfeito, de facto e direito, um Rosa+Cruz. O candidato a esse estado supremo,
evoluindo por seus próprios esforços e méritos, tanto mais que ninguém evolui
por alguém, consignava-se Rosacruciano
ou Rosacruzista, ainda assim, na sua
fase mais adiantada, já detentor do Mental Iluminado (Manas Taijasi). E foi assim até aos finais do século XVII!... Hoje,
os multivariados movimentos usando de tão digníssimo título, ou serão
rosacrucianos ou… nem isso serão, sabendo-se de tal pelos frutos dados por tão
digna ou indigna árvore.
Devo
declarar, segundo as informações disponibilizadas pela Excelsa Loja Branca, que
a verdadeira Ordem da Rosa+Cruz Andrógina já não está na Europa,
tampouco na face da Terra, pois se terá transferido para certa região
subterrânea sob o Novo México, em El Moro,
próximo a Cimarron, no Norte-América, sob a égide de Marte, sim, mas
principalmente de Vénus e dos divinos Kumaras, donde ter por totem o YAK,
símbolo característico dos celestiais Caprinos, e por sigla YOVE AMOLTZ KAPRUM,
isto é, “JEHOVAH QUASE CAPRINO”. Decifre quem puder…
Mesmo
assim, não devo deixar passar em claro a presença do YAK e a sua correlação
filológica imediata ao nome hebreu de JESUS, Jeoshua, Yeoshua ou Yeshua. Não existindo o jota em
hebraico, nesta língua o radical yes
ou yas significa “um bode”. E o termo
yahshua ou yeshua significa literalmente “o bode salvará”, em hebraico antigo.
Ora o Bode de Mendes ou Memphis é simbólico da Cabra ou Caprino
cuja consciência comparticipa directamente do Mental. Mental Universal (Mahat)
é, afinal de contas, a Consciência do Kumara ou Espírito Planetário da Ronda
tomando forma naquele Adormecido chamado Jefer-Sus
(Jeoshua, Jesus…) destinado a despertar neste Novo Ciclo e dirigir os
destinos do Norte-América, mas cujo Propósito Divino os homens goraram e os
Homens Perfeitos tiveram que retirar às pressas do escrínio de El Moro o
Avatara para o Sul-América… no rumo certo mas oculto da Serra do Roncador,
destinada a Presépio ou Apta desta Nova Era de Promissão onde se forja o
próximo 5.º Sistema de Evolução Universal, profundamente conectado à presente
Missão Oculta de Portugal.
Por
detrás dessa Hierarquia de Homens Perfeitos, há Alguém muitíssimo mais elevado
que todos Eles juntos – o Divino P.R., siglas do Pater Rotan, o mesmíssimo Rei
do Mundo ou Chakra-Varti, pois
que é “Aquele que faz mover a Roda ou Pramantha”. Ele é a própria Rosa no
centro da Cruz, dando-lhe Vida e Forma como Consciência Universal nutridora de
tudo e de todos!... Ainda no plano do simbolismo, a Rosa e a Cruz possuem os
seus equivalentes no Coração Flamejante, designativo do Amor Divino, tão bem
expresso na insígnia das “Filhas de Allamirah” e na Taça do Graal, a Taça do
Suprema Eucaristia ou Eu-Crístico.
Nas
escrituras orientais existe um outro termo que o define de modo mais sintético:
Krivatza, “Aquele que traz o peito
chagado” ou com ferida, a sangrar, etc. Não deixa de ser referência ao Sangue
Real de todo o Mártir que, ao serviço do Rei dos Reis, logo o Imperador
Universal ou Melki-Tsedek, junto da
Humanidade por esta derrama o seu precioso Sangue a favor da Evolução
verdadeira da mesma. Do mesmo étimo ou origem, a própria Swástika, como Cruz Jaina, antes, Jina, em movimento destrocêntrico, tal qual se traça no sinal da
Cruz, e a qual não se deve confundir, de maneira alguma, com a sinistra e
nefanda Sowástika, de que tanto já
falei em seguimento do que o Professor Henrique José de Souza proferiu sobre o
assunto.
Quem
não se lembra, ainda, desse famoso e alquímico “Milagre das Rosas transformadas
de Pães” pela excelente Budhai de Sintra
e antes Rainha Santa Isabel de Portugal? Momento prodigioso, diz a lenda
piedosa, em que o esposo D. Dinis a surpreendeu indo com o regaço cheio de pães
a distribuí-los aos pobres deste mundo, dando assim consumação à virtude
capital da Caridade ou Amor Universal… Pães de Vida que se
transformaram em Rosas de Luz, de Afecto sublime e Mistério divinal… tais quais
as Rosas de Santa Maria que, de além Bojador dobrado ou vencido, o argonauta
Gil Eanes trouxe a seu Mestre, presenteando-o, o Infante Henrique de Sagres,
hoje mesmo Budha de Sintra e já na
sua época representação deifica do Budha Terreno, Mitra-Deva, aportando consigo a Omnipresença do Terceiro Trono,
Deus Espírito Santo.
A
ver com esse acto miraculoso da Rainha Santa está o seu outro, também ocorrido
em Alenquer, a “Vila Presépio”, aquando pagou a jorna aos construtores do
convento de São Francisco com rosas vermelhas, e quando eles chegaram a suas
casas viram, com suma admiração, que as flores haviam se transformado em moedas
de ouro. Consequentemente, Rosa de Ouro, símbolo de Iluminação que é a maior paga ou conquista que um Construtor-Livre
ou Iniciado Verdadeiro pode ter no final da sua Obra de Espírito Santo, de
Maçonaria Original, Operativa e Iniciática, de verdadeiro Príncipe Rosacruz ou
Cavaleiro do Pelicano que está bem no Grau 18 da Maçonaria Escocesa, pois que
expressa na Terra a criação do Céu, do Mundo da Mãe Divina manifestada na
pessoa sublime de Ísis-Bel, a nossa
Santa Rainha de Portugal, garante da Paz de Deus entre os homens.
A
flor da rosa possui a tríplice conotação de Amor, Segredo e Fragrância, ao
passo que a cruz também comporta o tríplice significado de Auto-Sacrifício,
Imortalidade e Santidade. Quando se tomam em conjunto estes dois símbolos, como
sempre o estão no nome Rosa+Cruz, indicam o Amor do Auto-Sacrifício, o Segredo
da Imortalidade e a doce Fragrância de uma vida Santa. Este é o significado da
Floração Rosa+Cruz Redentora, tão bem expressa pelas cinco estrelas do Cruzeiro
do Sul na Terra sendo as cinco quinas de Portugal.
Fernando
Pessoa, vate e arrebate da Língua Portuguesa, “sua Pátria”, não deixa de a cantar
na poesia de sua magistral Mensagem,
no 5.º Poema “O Encoberto”, Parte III – Pax
In Excelsis, decerto apontando sibilina ou encobertamente o Novo Amanhecer
dessa Humanidade do Cristo Universal, o mesmo Encoberto Maitreya ou El-Manuel,
tanto vale.
Que símbolo fecundo
Vem na aurora ansiosa?
Na Cruz Morta do Mundo
A Vida, que é a Rosa.
Que símbolo divino
Traz o dia já visto?
Na Cruz, que é o
Destino,
A Rosa, que é o
Cristo.
Que símbolo final
Mostra o sol já
desperto?
Na Cruz morta e fatal
A Rosa do Encoberto.
Editada por admin na 2008 - 09 - Setembro às 22:55
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