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A Chave de Pushkara
(Entrada para os Reinos Internos do nosso Ser)
Paulo Andrade
Nesta Obra do Eterno na Face da Terra cuja origem se perde na Noite dos Tempos, um dos seus temas misteriosos e com enorme simbolismo tem a ver com a manifestação, entre nós, da enigmática Chave de Pushkara, com todo o seu enredo até chegar às mãos do Professor Henrique José de Souza e o seu posterior regresso à origem, enredo esse mais que iniciático envolvendo deuses e homens numa mistura inextrincável. Aliás, a Chave de Pushkara de certa forma é tudo aquilo que todo o buscador sincero ou Peregrino da Vida procura no trabalho sobre si mesmo, na transformação da Vida-Energia em Vida-Consciência. É a Chave que permite abrir os Portais dos Reinos Internos cerrados a todo o profano, mas abrindo-se a todo aquele que conseguiu purificar e expandir os vários princípios conscienciais do seu Ser, alcançando o estado de Beatitude ou Samadhi, correspondendo ao 7.º Princípio Espiritual ou Nirvana, muito falado em todas as filosofias de cariz espiritual que preconizam a Evolução do Homem. É este tema que iremos procurar dissecar, à luz dos conhecimentos a que tivemos acesso, tentando de forma sucinta mas objectiva dispor toda a história e simbolismo deste misterioso objecto que um dia se manifestou na Face da Terra, para a espiritual salvação dos Munindras da Obra do Eterno.
O Peregrino da Vida, na demanda da Perfeição de sua Consciência Imortal, qual Galaaz Cavaleiro do Santo Graal, passa entretanto por provas difíceis até chegar à descoberta do seu Eu Superior, demanda que na essência última é a de Belovedye, a “Bela Aurora” a que chega após transpor os 7 Graus ou Tons do Arco-Íris formado pelo conjunto das imperecíveis 7 Cidades de Agharta, expressivas dos 7 estados de Consciência Universal, de maneira a que os seus Portais de Sabedoria e Amor se lhe abram completamente. Se for vitorioso em cada etapa de sua jornada de conquista paulatina do Eu Imortal, cada Rei da respectiva Cidade Aghartina presenteará o valoroso Peregrino com a Chave que lhe permitirá abrir os Portais da próxima Cidade, Loka ou estado de Consciência, até chegar na Sétima Cidade à Chave dourada que lhe permitirá abrir as Portas de Ouro da Oitava e finalmente ser Um consigo mesmo, na Unidade Eucarística do Espírito de Santidade que é a sua Mónada, Partícula Divina do Logos Eterno em que tudo e todos têm o seu Ser. Esta última Chave de Ouro é a Chave da Metástase do Espírito em Deus (tendo já antes obtido a Chave de Prata da Superação da Alma no Espírito, e a de Ferro da Transformação do Corpo na Alma), pela qual se torna capacitado a aceder a todos os níveis conscienciais do seu Ser desde o Oitavo Aspecto, tanto para baixo, para o Mundo das Formas, como para cima, para o mais além, o Mundo Informe. Esta Chave tem o nome de Pushkara – sendo quem abre as Portas de Ouro da Oitava Cidade, Shamballah – que é também o nome da Sétima Cidade Aghartina, correspondendo ao Sétimo Estado de Consciência Espiritual ou Nirvânica, Chave d´Ouro essa conquistada com todo o mérito e valor, sendo então sua por direito do Peregrino que aí chegou, após ter cumprido com o seu dever para com Deus na Sua Obra na Criação e nas criaturas, mesmo que na sua peleja nobre, no embate vital entre o sagrado e o profano, acaso venha a perder a sua vida humana mas ganhando a imortalidade espiritual, e assim veja e seja no Santo Graal em sua mais prístina expressão de Quinta Essência Divina.
Pushkara significa “Mar de Manteiga Clarificada” (Manteigueira, Mantiqueira…), encontrando tradução na língua sânscrita como “Lótus”, logo se identificando ao sentido do Oitavo Chakra Vibhuti que se ilumina vivificando o Chakra Cardíaco com mais dois raios ou “pétalas”, qual Rosa que desabrocha no centro da Cruz… Está também ligado ao início da Nova Raça Dourada cujo prenúncio já se intui com a vinda ou nascimento de Seres que serão os portadores dum novo estado de consciência, de uma nova e mais ampla visão do Mundo e do Homem, muitíssimo mais em conformidade com a Lei da Harmonia Universal, ou seja, com as Regras do Novo Pramantha.
Para que o Professor Henrique José de Souza criasse as condições para puder trazer-se para a Face da Terra a Chave de Pushkara, teve que ser feito um imenso Trabalho Espiritual durante 28 anos a partir de 1900, ou seja, durante 4 ciclos de 7 anos, ou Ciclos Avatáricos da Obra. A partir de 1928 iniciou-se o quinto ciclo de 7 anos, assim ligando os valores dos quatro ciclos anteriores à Quinta Essência ou Quinto Estado de Consciência, o Mental Superior ou Inteligência Espiritual característica do Espírito Santo, do Filho ou Terceiro Logos, de imediato começando os preparativos para a implementação dessa Nova Raça Crística como início dum Novo Ciclo Evolucional, o mesmo Novo Pramantha.
A Chave de Pushkara fez parte de 3 presentes oferecidos ao Professor Henrique José de Souza pelos 3 Reis Magos do Oriente, ou da Agharta. O primeiro desses presentes foi: o Livro Tulku, trazido da Fraternidade de Kaleb, na Líbia, pelo Adepto Abdul El Assam, obra editada em 1875 sob o título Instruccions sur les Navegacions dans l´Indes Orientales et la Chine, contendo o Itinerário Humano com os Lugares de todos os Sistemas Geográficos, tendo o Dhyani Abraxis marcado nela, em cor violeta, os trechos relacionados com a Obra. Seguiu-se uma Frasqueira de Licor (Eucarístico) dividida em três partes, simbolizando os Três Mundos, trazida por Dalma Dorge, Secretário (Muni) do 31.º Budha-Vivo da Mongólia, vindo do escrínio da Fraternidade de Urga – Srinagar, ligada directamente a Shamballah. Finalmente, a Chave de Pushkara, entregue ao Professor por Albert Jefferson Moore, filho de Mister Ralph Moore, o “Velho Escocês” que é o Supremo Mestre Secreto da Maçonaria Escocesa, o qual à frente de uma comitiva norte-americana do Rito de York, no dia 11 de Junho de 1949, na Sede da Sociedade Teosófica Brasileira, no Rio de Janeiro, saudou Henrique José de Souza (JHS) como Mestre Supremo da Maçonaria Universal. A Chave de Pushkara veio do seio da Fraternidade Rosacruz Andrógina de El Moro, no Norte-América, e a sua entrega ao Adepto Vivo luso-brasileiro, El Rike, na Língua Sagrada de Agharta, era já o prenúncio certo da passagem definitiva de todos os valores humanos e espirituais do Oriente para o Ocidente, ou seja, do cumprimento cíclico do Ex Oriens Umbra para o Ex Occidens Lux.
Juntamente com a Chave de Pushkara foram entregues ao Professor Henrique José de Souza dois livros e uma tela do pintor Jean Dubonnet Beauville. Para manter escondida a Chave dos olhares indiscretos e cobiçosos e das investidas das Forças do Mal, Albert Jefferson Moore utilizou um livro que teve as suas páginas recortadas no formato da Chave, sendo que esta foi colocada dentro dele, o qual possui o título Novel Geographic Moderne. Este livro foi embrulhado num pano verde e entregue ao Professor Henrique, juntamente com os outros dois presentes, no dia 28 de Setembro de 1933. Desde então esse livro com o recorte da chave ficou conhecido na nossa Obra como Livro Sarcófago. Em 12 de Novembro de 1933, na Sede da Entidade no Rio de Janeiro, foi realizado o ritual de abertura desse Livro Sarcófago, tendo o Professor retirado dele e apresentado aos presentes a Chave de Pushkara, tocando a fronte de todos os seus discípulos com o precioso Símbolo.
Quando a Chave veio para a Face da Terra, dizia-se que tinha o perfume do Lótus Sagrado, o mesmo Lótus de Agharta que na Revolução Francesa destruiu a conspurcada flor-de-lis dos Bourbons, ou o Lótus do Excelso Ser que, como LPD (Saint Germain), assinava secretamente com semelhante Símbolo, que não deixa de ser o da verdadeira Rosacruz.
No dia 21 de Dezembro de 1933 foi realizado um novo ritual durante a qual a Chave foi enterrada sob os 16 degraus da escadaria de acesso à Vila Helena, residência do Professor Henrique José de Souza e sua família em São Lourenço, Sul de Minas Gerais, Brasil. A Chave foi enterrada, com vários outros objectos, por Sebastião Vieira Vidal, então o Mordomo do Templo da Obra em São Lourenço, e Euclides Faria Lobo Viana. Ficaria enterrada durante 7 anos, o tempo estipulado para a transformação das consciências dos discípulos do Professor e a geração por membros da Instituição dos seres que, futuramente, deveriam levar a Obra avante.

De formato fálico, com um cilindro oco de 4 cm de diâmetro cuja extensão total era 20 cm, a Chave possuía na sua extensão externa 23 cm de comprimento, sendo a chavinha na parte inferior uma peça rectangular com 1 cm de espessura e 3 de altura, e cada círculo na parte superior possuindo 5 cm de diâmetro, tendo toda a peça 1,4 kg de massa e sendo de cobre. Esses 23 cm correspondem à Latitude máxima atingida pela Mónada Humana, tal qual indica o Obelisco defronte do Portal do Templo de Maitreya, em São Lourenço, assinalando aquele local como o de 22 para 23 graus de Latitude Sul, Trópico de Capricórnio, por Lei Suprema demarcado como o ponto final de um Ciclo para o início de outro, e também por ser o lugar da Serra da Mantiqueira sob o qual se encontra o Sétimo Dwipa ou Continente Aghartino, precisamente o Pushkara.
A Chave possuía 3 compartimentos contendo objectos que pertenceram a Akhenaton e Nefertiti e tinham a ver com os 7 Princípios da Consciência Una, representados num Roteiro subterrâneo do Sistema Geográfico Sul-Mineiro, consequentemente, um Roteiro para as 7 Cidades de Agharta, assim simbolizando também os 7 Ciclos Evolucionais correspondentes aos 7 Princípios ou Corpos do Homem, assinalados nos 7 Luzeiros e nos 7 Kumaras, os 7 Chakras Siderais e os respectivos Plexos plantados no Seio da Terra e incarnados pelos Reais Pessoas dos Benditos 7 Reis de Édon que governam as 7 Cidade Aghartinas. Cada Rei de Édon, Gar-Éden, Asgardi ou Agharta possui uma Chave que lhe permite abrir o Ciclo Evolucional imediato, como já foi dito, e todas as Sete Chaves são feitas em conformidade aos Sete Metais Sagrados, correspondentes aos Sete Planetas Sagrados e respectivos estados de Consciência de Homens e Deuses, em escala menor da maior mas em tom igual.
O formato da Chave de Pushkara era semelhante a 3 coisas, nomeadamente a uma tesoura, ao falo ou órgão sexual masculino e à própria Chave em si mesma. Estas semelhanças remetem para importantes significados, referentes ao período da Obra do Eterno e ao seu principal Dirigente (JHS) desde 1928; à Vitória sobre o Sexo (sobre a questão sexual abordaremos o tema mais à frente neste estudo, como uma das interpretações esotéricas da Chave) e também sobre as Forças do Mal, e assim ser a razão de permitir abrir portas ou portais, compartimentos, consciências ou comportamentos, sempre superiores aos que se vivem no momento.
Como já foi dito, a Chave de Pushkara ficou enterrada durante 7 anos, o tempo necessário para a transformação das consciências dos seres que futuramente deveriam levar a Obra do Eterno avante.
Durante o período que a Chave esteve enterrada, deu-se a formação dos veículos de diversos Seres que constituem o Novo Pramantha, aqueles que acompanharão os passos de Maitreya, formando a sua Corte, anunciando-O em conformidade às maneiras diferentes de observar o Mundo, o Homem e a Natureza, de uma maneira integrada, sintética ou una.
Após esse tempo, a Chave de Pushkara foi desenterrada no dia 28 de Setembro de 1940 para que retornasse à sua Morada original, à Sétima Cidade de Édon ou Agharta. A Chave foi desenterrada por alguns Irmãos da Obra na época, nomeadamente Eduardo Cícero Faria, Pureza Chacal, Osvaldo Figueira e Sebastião Vieira Vidal, realizando-se em seguida uma procissão com a mesma pelas principais artérias de São Lourenço. Depois foi conduzida ao Rio de Janeiro, passando também pelas suas ruas principais até chegar à Sede da Sociedade Teosófica Brasileira, tendo ficado em exposição durante 78 horas.
Ao findar as 78 horas, no dia 1 de Outubro de 1940, às 13 horas, a Chave de Pushkara foi retirada do Livro Sarcófago e conduzida pelo Professor Henrique José de Souza ao escrínio do Templo-Túmulo da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, onde, às 17 horas, depositou-a nas mãos do Venerável Dhyani-Kumara Rafael, para que a levasse para Shamballah, devolvendo-a às mãos do Rei Divino da Sétima Cidade Aghartina, a de Pushkara ou o “País da Eterna Primavera”, ou seja, a Sua Alteza Soberana Artésius.
Desse modo, o Professor Henrique José de Souza realizou o Mistério Avatárico da Chave, abrindo o Portal de Shamballah e inaugurando um Novo Ciclo Evolucional, uma Nova Raça. Foi assim possível manifestar um novo estado de Consciência aos homens afins à Família Espiritual JHS e, por afinidade consequente, à Família Espiritual Maitreya, pois só com esse novo estado de Consciência Espiritual já antes detido por alguns raros Eleitos da Corte do Avatara, se pôde criar as condições necessárias à aparição da Chave de Pushkara na Face da Terra.
A Chave de Pushkara é o símbolo do Manu Primordial, pois tem as suas medidas, no sentido de geração dos de “Sangue Azul” ou do Segundo Logos ou Divina Mãe, como expressão do próprio órgão gerador do mesmo Manu Primordial, para não dizer, o Rei-Sacerdote do Altíssimo, Melki-Tsedek. De notar que a Chave apontada para baixo encontra-se na cabeça do Homem, como símbolo daquele que conquistou o sétimo e último Grau da Iniciação, tornando-se Adepto Perfeito. Os 2 olhos são as 2 argolas, o nariz é o cilindro e a peça rectangular, a boca. Já a Chave apontada para cima é o Homem como gerador e progenitor da sua Espécie.

Outro aspecto importante, é a Chave na Face da Terra ser de cobre, enquanto em Agharta é de ouro puro, pois o metal de Agharta é o mercúrio subjacente ao ouro, enquanto na Face da Terra é o ferro associado ao cobre, metal de Vénus, alter-ego da mesma Terra. Trata-se, pois, de uma Chave ou Clave canónica, visto as suas medidas terem servido à arquitectura construtora, por exemplo, das Pirâmides do Egipto ou da Catedral de Notre-Dame, em Paris, como também do Templo de Maitreya da Sociedade Teosófica Brasileira, em São Lourenço. Logo, a Chave de Pushkara é a matriz de todas as dimensões arquitectónicas e siderais.
Do referido no último parágrafo, podemos concluir que quando se penetra nos Mundos Interiores de Badagas, Duat e Agharta, a matéria muda de estado e de composição. Não aquela composição de agregar ou perder átomos, e nem aquela mudança de os aproximar ou afastar, dando maior ou menor liberdade aos mesmos, mas sim mantendo a mesma quantidade original de átomos fazendo, sim, vibrar outros subníveis atómicos, as espiras, levando os electrões a orbitarem em níveis energéticos incompatíveis com a nossa dimensão. Assim, um objecto de ouro em Agharta, caindo um número quântico principal, ao chegar a Duat será de prata, e continuando a perder energia caindo de outro número quântico principal, será de cobre na Face da Terra.
A Chave de Pushkara, como dissemos, era oca, desdobrava-se em 3 partes e possuía em seu cilindro alguns objectos que pertenceram aos Gémeos Espirituais 1370 anos antes da chamada Era Cristã, como Kunaton e Nefertiti.
Essas 3 partes distintas, eram:
1.ª – Dois círculos unidos, formando um 8 deitado, em cuja junção tinha o signo dos Peixes postado.
2.ª – Um cilindro oco, com as suas extremidades em forma de cone, sobre o qual existia um dragão em alto-relevo, cuja cauda partia da junção dos dois círculos e a sua cabeça penetrava na chapa rectangular, a terceira peça. O dragão possuía 7 escamas e sobre a quarta escama havia o símbolo de Libra, a Balança, e na cabeça do mesmo uma pequena coroa com 7 pedrinhas a jeito de lótus com 8 pétalas.
3.ª – Uma chapa rectangular como se fosse uma chavinha, que dividia em duas uma das extremidades do cilindro.

A   ; A Chave de Pushkara possui um duplo sentido, externo como desvelado ou exotérico, e interno como velado ou esotérico, como o provam os objectos pertencentes a um Passado morto ou Jiva guardados em seu cilindro, semelhante ao Futuro vivo ou Jina de Agharta, guardando em seu seio os salvos das catástrofes de todas as épocas e que foram, são e serão os que se distanciam dos demais humanos pelo seu elevado Saber e Perfeição absoluta. Não esquecer que no seio de tal Chave se acha o Roteiro do Mundo Aghartino!...
Existe também um sentido sexual na Chave de Pushkara. Vemos isso naquilo que já referimos atrás, o da Chave apontada para cima como falo ou órgão procriador do homem, sendo também observável no dragão sobre o cilindro da Chave como indicando a trajectória do espermatozóide. E por ser uma Chave Andrógina, podemos igualmente observar a presença do órgão sexual feminino representado pela chapa rectangular, enquanto o masculino pelas duas argolas e o cilindro. A chapa rectangular na cabeça do homem é localizada na boca, Beth, órgão e letra feminina em essência e por excelência, como Tabernáculo da Divindade. E não é o cilindro que penetra na peça rectangular e sim esta que o divide em dois, como a separação dos sexos….
Sobre isso, o nosso Insigne Mestre, Professor Henrique José de Souza, escreveu de forma sublime no seu Livro Síntese, deixando a quem tem olhos para ler e coração para sentir que interprete…:
«Prestai atenção que o “Dragão Infernal ou Gezebruth tinha a Cabeça para o Oriente e agora se volta para o Ocidente” (união do Muladhara ao Coronal). Razão porque tal “Cabeça”... se acha fora do cilindro da Chave... postada sobre a Tríade Superior (reflectida na Inferior), que figura entre a forma dual do Símbolo ou região pubiana, donde se origina ou deriva o “phalus” (a cauda tomou a posição da cabeça).
«Medindo-se toda a extensão do cilindro ou haste da Chave, encontram-se 20 centímetros da cabeça à cauda do Dragão! O diâmetro do cilindro, tal como o dos círculos superiores, é 4 centímetros… Segundo a Tetraktys pitagórica, 4 é a letra hebraica “Daleth”, a lâmina “O Imperador”, etc. A extensão dos dois referidos círculos, é de 10 centímetros (Malkuth, o “Reino”, na Tetraktys, a “quadratura do círculo”).
«Os círculos superiores representam, ainda, “o PAI-MÃE …que se unem para dar combate à Harmonia”. Logo, até as duas Manifestações do Logos Criador estão aí representadas, enquanto a 1.ª Manifestação se estende ou dilata (como o termo Brig... do qual se deriva o de Brahma)… no próprio cilindro… através de “7 Estados de Consciência”, Dhyan-Choans, Escamas do Dragão, Dwipas, Continentes, Cidades Aghartinas, Lokas, etc., etc.
«Quanto à base da Chave, ou travessão, sexualmente falando, é a da “Vitória do Sexo”… Portanto, ao invés da cabeça do “phalus” (ou vértice do cilindro) entrar na base... é esta que corta em duas (o “andrógino”) a cabeça ou vértice. Nesse caso, a base da Chave é o “cteis” ou órgão sexual feminino, enquanto o cilindro ou haste, phalus”, é o masculino... inclusive os círculos, como os “testículos” configurando o símbolo do infinito (e dos olhos, que não são os espirituais por serem os do samadhi caótico do sexo!).» – Página 147 B do Livro Síntese de JHS.
Está aí descrito o Grande Arcano, ou o Mistério da Dualidade, do binário, do equilíbrio entre o homem e a mulher. O Espírito não é nem masculino nem feminino, é Andrógino e Neutro, por isso que cria corpos andróginos. Mas a Mente Humana tem que passar por muitas etapas da Evolução até perceber o Mistério da Unidade. Quando o Homem voltar a ser Andrógino, então será Deus completo. Enquanto tiver só um sexo, será só a metade de Deus, necessitará da mulher para divinizar-se totalmente, pois é a mulher quem aperfeiçoa o homem e o homem a mulher, porque os dois se complementam na unidade. Cada indivíduo possui vários elementos do Magnetismo Universal, logo, juntos o homem e a mulher proporcionam simultaneamente maior actividade e liberdade dos centros magnéticos, consequentemente, tendo mais facilidade em alcançar vibrações superiores que capacitem a comunicar com os Deuses externos que regem as suas representações no mesmo corpo, e se ambos se transformam nesse momento de união íntima, tornando-se ao seu nível verdadeiros criadores ou co-criadores em unidade com o Divino. Mas os Iniciados, os Santos e Sábios, os Mestres Verdadeiros, podem chegar ao Perfeito Equilíbrio sem a intervenção do Sexo, por o terem superado a favor do Espírito, logo conseguem desenvolver igualmente as duas polaridades sexuais somente com Budhi e Atmã, a Luz de Deus agindo como Intuição, processo altamente místico consignado Senzar, que é dizer, a “Fala do Coração” como a insonora “Voz do Silencio” cuja Sabedoria Suprema arquetipa e projecta as formas mas sem delas participar.
Disso diz bem a estrofe seguinte do Mantram Búdhico:
“Senzar é minha Vida,
Vive em meu Coração.
Porque viver em Dhâranâ
É buscar a Perfeição.”
Para que a evolução dos seres faça o seu caminhar através da transformação de seres bissexuados em andróginos perfeitos, as Instituições criadas pelo Bijam dos Avataras admitem em suas fileiras homens e mulheres, formando uma árvore genealógica especial a fim de agir de conformidade com a Evolução geral, e por isso falamos muitas vezes na Família Espiritual JHS, juntando casais afins, unindo-os através de matrimónio (matriz única), em essência verdadeiras uniões místicas para a Eternidade.
A transformação ou evolução do Ser, e este através da Obra, está expressa neste Símbolo de Pushkara que contém toda a Alquimia do Homem e do Universo. Um Símbolo Magno que veio ter ao Professor Henrique José de Souza como forma de transformar o estado de consciência do Mundo, levando à transformação de Jivas em Jivatmas, ou à Metástase Avatárica.
Conquistar a Chave de Pushkara é vencer a ilusão dos sentidos, assim se sobrepondo ao dragão do umbral. Aquele que a conquista tem o direito a adentrar a Oitava Cidade, a Mansão dos Deuses, por ter despertado os 8 Dons ou “Poderes Místicos da Yoga” contidos no “Pêndulo Cardíaco” ou Chakra Vibhuti, cujas 8 “pétalas” se ligam ao Chakra do Coração, logo também despertando também a este, tornando-se o Homem à imagem de Deus ou da própria Chave de Pushkara, com isto adquirindo o direito de abrir todos os Portais dos seus Planos de Consciência, por sua unidade para sempre ininterrupta à sua Mónada, Santa Partícula da Divindade Absoluta com qual passa a ser Um, logo adquirindo o direito de proferir com toda a legitimidade: Tat Twan Asi, “Eu sou Um”!
Temos então que aquele que por direito obtém a Chave de Pushkara, terá para sempre a Chave dos Reinos Internos, tanto a de Agharta e de Shamballah como também, e antes de tudo o mais, a dos seus próprios Mundos Interiores, que deve descobrir em si para que por si entenda o que sejam aqueles de que, afinal, o seu Ser faz parte, qual Vitriol que o deixa de ser por a Porta da Visita aos mesmos ter sido deslapidada e a Pedra Filosofal deixado de estar oculta ou latente, ficando para sempre patente na manifestação do Jivatma, do Homem Pushkarino ou a mesma Mónada Divina, o Único e Verdadeiro Ser Imortal.
BIBLIOGRAFIA
Monografias do Grau Munindra da Comunidade Teúrgica Portuguesa.
Livro Síntese ou O Livro Síntese da Missão dos Sete Raios de Luz, pelo Professor Henrique José de Souza. Obra não editável, 1951-52-53.
Diálogos Agarthinos – Volume II, por Vítor Manuel Adrião e Luís Weber Salvi. Edições Agartha, Alto Paraíso de Goiás, Brasil.
Dvd com palestra de Otávio Boin, no Salão da Vila Helena, em São Lourenço, no ano 2003, sob o título de A Chave de Pushkara. Há o pormenor interessante do palestrante ter mostrado ao auditório a peça original do Livro Sarcófago que todos puderam ver, tocar e desfolhar, acontecendo no momento exacto da sua apresentação pública o súbito e furioso ribombar de trovões desferidos tempestuosamente sobre São Lourenço. Interprete esse facto quem quiser e como souber…
A Chave de Pushkara (Transformação – Superação – Metástase), por Marcelo Maceo. Revista “Dhâranâ”, n.º 78, edição 241, Agosto 2002.
Revolução Francesa – Ciclos da Obra, por Sebastião Vieira Vidal. Edição privada da Sociedade Teosófica Brasileira.
As Chaves do Reino Interno, por Jorge Adoum. Editora Pensamento, São Paulo, Brasil.
Editada por admin na 2008 - 09 - Novembro às 18:34
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