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Assunto Tópico: De GOHOS A THEOS Nova mensagemNovo tópico
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Colocado: 2006 - 27 - Maio às 18:47 | IP Ligado Citar admin

DE GOHOS A THEOS

 

VITOR MANUEL ADRIÃO

 

 

A  Magia Teúrgica  opera com Anjos e  é operada  por  Arcanjos,

a favor da Evolução Universal do Ser, na sementeira do Bem.

O Espiritismo opera com elementares e é operado por elementais,

causadores de ilusões, enfermidades e desilusões.

A Magia Goécia opera e é operada por todas as escórias sinistras

da Involução, opondo a Treva à Luz.

Saiba o Homem separar a sinistra da destra  e  caminhar nesta, no

Caminho de Volta ao Espírito de Deus.

 

Asv. Bal.

 

Assim como existe dimanada estrategicamente por toda a superfície do Globo a Excelsa FRATERNIDADE BRANCA composta de divinas Criaturas já integradas conscientemente em seu Eu Divino e com isso palmilhando o caminho de Volta do Eterno, o Logos Divino em que todos somos e temos o nosso Ser, portanto muitíssimo adiantadas em Vida e Consciência em relação à Humanidade comum, como IRMÃOS MAIORES desta, contudo não se deve ignorar haver também a sua eterna opositora nesta KALI-YUGA ou “Idade Sombria” que o Mundo atravessa, ou seja a Grande FRATERNIDADE NEGRA opositora declarada da primeira e de quantos dela fazem parte, desde o mais humilde Aspirante ao mais soberbo Adepto.

 

             Nos dias d´hoje, com a queda acelerada e consequente desaparecimento dum Ciclo “apodrecido e gasto” pelo dealbar doutro mais promissivo e feliz para a Terra, o de AQUARIUS que já entrou no Ciclo zodiacal e só falta entrar no Ciclo consciencial de um e todos, assiste-se, impávido ou aterrado, aos humanos frutos amargos e venenosos do Passado agitarem-se de tal modo lutando por sua sobrevivência à extinção completa que já lhes está sentenciada pela LEI MAIOR.

 

             É assim, não raro com surpresa e admiração de muitos que ainda mantêm a lucidez d´alma, que se assiste ao urgimento agigantado de díspares e disparatadas seitas usando de “manás e bênçãos”, de “escrituras novas e iniciações cósmicas”, de “curas estelares e ocultismo cinematográfico”, etc., etc., fazendo a delícia das massas impúberes que, além de sugadas na carteira, servem em sua ingénua ignorância mesmerizada de alimento psíquico a forças tenebrosas cujas teorias e práticas as denunciam, ao menos a quem vê na lucidez do desprendimento, sabendo que o Mundo da Alma não é como se quer, mas como em si mesmo é.

 

A América do Norte, tendo alastrado à Central e à do Sul, e a Europa têm sido palco da acção nefasta dos chamados Nirmanakayas Negros, a qual intensificou nos últimos decénios e os quais agem nos bastidores psicossociais de duvidosos agrupamentos aos quais, verdade se diga, gostaria muito de arrancar boa mas ingénua gente em risco iminente de perder para sempre o seu quinhão evolutivo (“o tesouro do Céu”, diria Jesus) até agora duramente conquistado no imenso rosário das vidas sucessivas, e ter de recomeçar tudo desde o início numa próxima Cadeia ou Manvantara, o que implica um sofrimento indescritível por perda do Espírito e da Alma, ficando a Mónada vazia e abandonada no abismo gélido do Pralaya precoce ou antecipado, por ter perdido os veículos de manifestação que a vivência intensa e impenitente no Mal levou à perdição. Este é o Avitchi ou Inferno dantesco, ardente na consciência corroída pelo remorso do mal feito, gélido como espaço último do Universo ou “8.ª Dimensão”, “Cone da Lua” ou, mais vulgarmente, “Astral inferior”.

 

             Escrevo estas palavras doloridas pensando naquelas outras do Mahatma Koot Hoomi Lal Sing, escritas no dia 5 de Agosto de 1881:

             «Sentimos que o Tempo está próximo e que temos de escolher entre o Triunfo da Verdade ou o Reino do Erro – e do Terror. Ou deixamos entrar alguns Eleitos no Grande Segredo – ou permitimos aos infames Shammars que façam cair os melhores espíritos da Europa na superstição mais insensata e funesta – o espiritismo; e na verdade parece-nos que metemos uma carga de dinamite nas mãos daqueles que desejamos ver defender-se contra os Irmãos da Sombra de barretes vermelhos.»

 

             Os ditos “barretes vermelhos” são os distintivos dos Rakshasas ou magos negros, os seguidores da “Via Sinistra” (Smaritta, em sânscrito), mas também são referência oculta à energia vermelha Tamas, a força material de que estão impregnados como opositora à energia espiritual Satva que é amarela, esta a cor dos barretes dos Gelung-Pa, liderados por GELUNG da Linha      KUT-HUMPA cujo Choan ou Líder Supremo é KOOT HOOMI, logo sendo os Adeptos da Vida Direita (Diritta, em sânscrito) como Senhores da Boa Magia Divina, logo, TEÚRGICA.

 

             Como já apliquei o termo, e para melhor definição posterior de quanto aqui tenho a dizer, desde já explicarei o termo Nirmanakaya. Este define a Veste Física e os consequente poderes físicos dum Adepto Perfeito (inclusive o de poder prolongar a vida física além do normal), seja vocacionado para o Bem ou para o Mal. Quando é para o Bem ele será então um Adepto Branco, e quando para o Mal assume-se um Adepto Negro. Em ambos a disciplina é a mesma, só as intenções é que divergem...

 

             Não pensar no Mal é realmente não o alimentar psicomentalmente. Mas isso não contraria a sua existência organizada e propósito sinistro. Então há que esclarecer para se saber por que assim é... tendo sempre em mente que o Mago Branco PROPÕE enquanto o Mago  Negro IMPÕE.

 

             Como organização, têm a sua sede mundial no Monte Arfak, na Nova Guiné, e como supremo dirigente o Nirmanakaya Negro (N.N.) B... B..., à frente dos Qliphoth ou das “Consciências invertidas” e cuja hierarquia assim se dispõe:

 

B.B.
Com duas Colunas Vivas

7 NIRMANAKAYAS NEGROS (Adeptos Negros ou Qliphoth)

Cada um tem 7 Discípulos Sinistros, logo:

49 RAKSHASAS (Magos Negros)

Cada um tem 12 Sub-Aspectos ou Dad-Dugpas, logo:

988 SHAMARES ou KAMARES (Feiticeiros)

 

Todos eles se manifestam por multivariadas formas humanas e sociais, todas elas avessas à Evolução Verdadeira, ou seja, querendo impor psicossocialmente a Anarquia à Sinarquia, a Discórdia à Concórdia Universal dos Povos.

 

             Mesmo tendo pela frente a Fraternidade Jina da AUSTRÁLIA, que a impede de fazer mal maior e irreversível do que já faz, ainda assim a influência nefasta da Loja Negra não é só no Ocidente que se faz sentir. Não! Ela patenteia-se por todo o Globo e em todas as latitudes sociais (económicas, políticas, militares, culturais, religiosas, etc.).  

 

             Servindo-se duma lógica profunda que, verdade se diga, nunca foi nem será sinónima de VERDADE em qualquer preposição filosófica, os Rakshasas e seus representantes na Terra, estes conscientes ou não dessa representação, não deixam de ser, afinal, o instrumento oculto e inconsciente do cumprimento implacável da LEI KÁRMICA na Humanidade e no Globo, não deixando eles mesmos de serem os primeiros a sentir o vergel da JUSTIÇA DIVINA. A isso Jesus se referia quando afirmava: “O escândalo é necessário, mas ai por quem ele vier”...

             Tenho ainda, em abono da Verdade e da Igreja Universal de Melkitsedek de quem sou sacerdote, ou seja da Mui Nobre, Augusta e Soberana ORDEM DO SANTO GRAAL, a afirmar que os charlatões e seus associados mesmo eles não deixam de ser, sem o saber ou sequer sonhar, o véu que esconde os verdadeiros Adeptos Independentes, porque, como dizia o Venerável Mestre JHS, “detrás da mentira está a verdade”. Sobre isso dizia ainda o Mestre Koot Hoomi, em 15 de Outubro de 1880:

 

             «Certamente que a segurança dos verdadeiros Ocultistas repousa sobre o cepticismo do público; os charlatões e os prestigiadores são as defesas naturais dos “Adeptos”. A segurança pública fica assegurada ao mantermos secretas armas terríveis que, doutro modo, poderiam ser utilizadas contra ela e que, como já dissemos, tornar-se-iam mortais nas mãos dos maus e egoístas.»

 

             O MAGO NEGRO, encarnado ou desencarnado, poderá ser uma entidade com um grande intelecto, mas SEM AMOR algum; poderá possuir grande determinação, mas SEM RESPEITO pelo seu próximo, não olhando a meios para alcançar os seus fins; poderá ter as melhores BOAS INTENÇÕES APARENTES, mas interiormente corrói-o a cobiça, a inveja, a avareza, o despotismo...; ajuda em INTERESSE PRÓPRIO, sem deixar de cobrar em dobro... enfim, vive do ódio (que como o Amor são os únicos sentimentos que imortalizam e fazem um Nirmanakaya) e DESPREZA A COMPAIXÃO.

 

             À medida que a Ronda Planetária se acerca do seu final, observa-se o reinado medonho dessas criaturas desmoronar-se e pressente-se que têm os seus dias contados. Por isso se agitam de maneira tão frenética intentando escapar à aniquilação que já lhes está decretada desde o Julgamento Cíclico da Humanidade em 1956.

 

             O seu plano inicial era instaurar o Reino da Anarquia sobre a Terra, mas a Luz Sacrossanta de AGHARTA e do principal opositor de B.B., ou seja o Divino BAAL-BEY ao lado de BAAL-MIRAH, o gorou e acabará “cerrando as portas do Mal para todo o sempre”, conforme a Evocação. Ainda que embrionária, denota-se já um pouco por todo o Mundo o esboço tímido da SINARQUIA.

 

             A Face da Terra possui o seu Duplo Astral que se prolonga até ao espaço balizado pela LUA, e ele é o palco da acção oculta dos magos negros, sempre encontrando pela frente a oposição tenaz dos Mestres Reais e dos seus insignes Discípulos, afinal os únicos e consagrados “Guardiões da Luz Sagrada” no dizer de Koot Hoomi, cerca de 1881:

 

             «A “Nova Civilização” não será senão filha da antiga, e só temos que deixar a Lei Eterna seguir o seu curso para que faça sair os nossos mortos das suas tumbas; se bem que seja verdade que “nos ligamos supersticiosamente às relíquias do Passado”, a nossa Ciência não desapareceu da vista dos homens. Ela é o “Dom dos Deuses” e a Relíquia mais preciosa de todas. Os Guardiões da Luz Sagrada não atravessaram com sucesso tantos séculos para virem esmagar-se contra o rochedo do cepticismo moderno. Os nossos Pilotos são navegadores muito experimentados pelo que não acreditamos em tal desastre. Encontramos sempre voluntários para substituir as Sentinelas fatigadas, e o Mundo, por muito mal que esteja no presente momento de transição, pode no entanto fornecer-nos alguns homens de tempos a tempos.»

 

             Quanto à população do Mundo Astral, ela apresenta-se muito diversificada nos seus tipos humanos e não-humanos, mas, ainda assim, poderei dar uma tabela geral da mesma:

[ ver esquema no PDF]

 

(1) Os vampiros astrais são corpos astrais de pessoas mortas fisicamente que, devido ao seu obstinado esforço em permanecer entre os vivos, nutrem de sangue animal ou humano o seu cadáver físico. Para isso, tomam o corpo de um animal fisicamente vivo e com ele atacam as pessoas, na calada da noite, levando a parte energética (prana) do sangue sugado até à sepultura onde jaze o seu próprio cadáver, conseguindo assim conservá-lo por largo tempo. Raramente os vampiros tomam o corpo físico de algum ente humano, só o fazendo em certos “médiuns” sem domínio algum sobre si mesmos. Os vampiros estão actualmente desaparecendo, só existindo raros espécimes em certas raças eslavas do Norte da Europa, em certas tribos de África e em certos clãs jamaicanos das Antilhas, portadoras de pesado Karma colectivo. Note-se o tão deplorante quanto degradante espectáculo dos “médiuns” da Quimbanda e Macumba africanas, ou do Vodu haitiano, sorvendo o sangue de animais sacrificados no ritual primitivo ou lemuriano que encenam.

 

(2) A presença dos Nirmanakayas Brancos – os Grandes Choans – no Plano Astral é muito rara, pois esses maravilhosos Seres geralmente habitam Planos acima do Mental Inferior. Contudo, se desejam manifestar-se no Mundo kama-Kaya (o Astral) para aí realizarem algum tipo de trabalho do seu interesse, revestem-se dum corpo kamásico constituído do mais puro material desse Plano.

 

(3) Os mais interessante Seres do Astral são naturalmente os Kama-Rajas. De evolução diferente da Humana, têm, no entanto, muita intervenção junto dos homens, principalmente no desenvolvimento e apuramento do seu corpo psíquico. Tais Seres, desempenhando tarefa muito semelhante à dos elementais, todavia pertencem a uma categoria muitíssimo superior à destes, pelo que são denominados genericamente de Kama-Rajas, isto é, “Reis do Astral”.

 

             Chegado a este ponto, e em continuação deste estudo, passo a responder às seguintes perguntas colocadas várias vezes:

 

             – Como identificar no Astral um mago negro, já que ele é mestre na arte do embuste?

 

             – Como conciliar a reencarnação com um mago negro?

 

             – Com que tipos de forças opera a Via Sinistra?

 

             Dirigindo-me à primeira questão, afirmarei que a Lei do Eterno é Justa e Perfeita a ponto de não deixar espaço à mentira em qualquer dimensão do Universo.

 

             No Plano Astral, um Rakshasa pode apresentar-se ao clarividente ou ao discípulo em desdobramento extra-corpóreo como uma formosa criatura, plena de vigor, conhecimento e poder, quase aparentando a forma dum Adepto verdadeiro, porque, em verdade, ele é um Adepto... sinistro. Mas disse quase, visto haver sempre em sua forma psíquica ou emocional, de matéria maleável (e que se reflecte fisicamente...), algo contraditório de sua aparência soberba: ou possui uma mão (geralmente a direita) defeituosa (queimada, esmagada, em forma de garra, decepada, etc.) ou um pé igualmente defeituoso (geralmente o direito, em forma de pata de galinha, de porco, de garra, ou então queimado ou esmagado ou decepado, etc.), ou ambas as coisas, o que não é muito raro; ou ainda ostenta corcunda ou dificuldade em manter a coluna erecta, ou ambas as coisas, a corcunda indiciando o fardo pesadíssimo do seu karma,  e a coluna inclinada assinalando o seu afastamento do Reino Humano e aproximação ao Animal. Pode também apresentar o rosto parcial ou totalmente disformado (queimadura, apodrecimento, etc.), ou ainda marcas de pus ou de sangue no corpo que, quando é observado atentamente, vê-se que está em franco apodrecimento... Há, enfim, muitas maneiras de identificar à primeira vista um Rakshasa, visto os DEVAS LIPIKAS ou SENHORES DO KARMA não deixarem impune a sua natureza conspurcada, de maneira a não conseguir ludibriar inteiramente, mesmo que use de mayas-vadas ou espelhismos astrais como “espelho da ilusão e mentira”, quem por causas kármicas ou afins com ele se cruze. E isto é válido tanto para o Plano Físico como para o Astral... não há como ser observador atento, mas sem cair na acusação sem tento, pois que uma pessoa de quem não se goste, por exemplo, não significa isso que seja algum tipo de feiticeiro ou mago negro. Tudo tem a sua medida certa, e as palavras e actos dão a resposta...

 

             Ademais, a aura do mago negro é o seu espelho denunciador a quem a saiba entender. Nunca ostenta cores brilhantes mas sempre pesadas e escurecidas. Por exemplo, se possuir um forte intelecto discursivo, frio e sem bondade, apresentará um acinzentado amarelo ocre na aura astral, invés do amarelo dourado da Sabedoria. Caso as suas tendências apresentem propensão religiosa de teor exclusivista e fanático, ver-se-á o azul escurecido e pesado típico dos “perigosos fanáticos armados”, ao contrário do azul céu luminoso do Amor característico do verdadeiro Místico. E ainda se poderá ver o vermelho lívido e sangrento próprio de quem concentra toda a sua actividade vital nos baixos padrões passionais, invés do vermelho róseo, quase ou mesmo purpurino, de quem transmutou a energia kâmica ou passional em actividade puramente espiritual que é                   SUPRA-INTELIGÊNCIA, SUPRA-EMOÇÃO e SUPRA-VONTADE, respectivamente para o ESPÍRITO (Satva), ALMA (Rajas) e CORPO (Tamas).

 

             Essas últimas são as qualidades da Tríade Espiritual do Homem e a qual é a sua própria INDIVIDUALIDADE, na qual o Teurgo ou Mago Branco possui focalizada a sua consciência. A ela o Goécio ou Mago Negro (Rakshasa em sânscrito, Shamar-Dad-Dugpa em páli e tibetano, Qliphoth em hebreu e Shaitan em árabe) não tem acesso, por não ter ESPIRITUALIDADE – AMOR – SABEDORIA. Mesmo querendo alçar-se por meios inaturais à mente abstracta, fica-se pela mente concreta, não passando do nível mais baixo do Plano Mental ligado ao Emocional, portanto, da Região de Kama-Manas (Psicomental), na qual a PERSONALIDADE transitória encontra sempre estímulos para a criação de novos “desejos” ou nidanas, indo enriquecer a mesma Personalidade e empobrecer a Individualidade.

 

             Sobre a diferença entre o Homem Verdadeiro e o Ilusório, escreveu Mestre Koot Hoomi nos finais do século passado:

 

             «Falamos de “individualidade” e “personalidade”, de Amata-Yana e Paceka-Yana. Estes dois termos são a tradução fiel e literal dos nomes técnicos pális, sânscritos e mesmo sino-tibetanos atribuídos às numerosas entidades personais fundidas numa única individualidade, ao longo das vidas emanando da mesma e imortal Mónada. Deveis lembrar-vos:

 

             «1.º O Amata-Yana (em sânscrito, “Amrita”) é traduzido como o “Veículo Imortal” ou a Individualidade. O Ego Espiritual ou Mónada imortal, combinação dos quinto, sexto e sétimo princípios. Enquanto que:

 

             «2.º O Paceka-Yana (em sânscrito, “Pratyeka”) significa literalmente o “Veículo Personal” ou Alma pessoal, a combinação dos quatro princípios inferiores.»

[ver esquema e imagem no PDF]

Os corpos ou veículos interpenetram-se por seu grau de subtilidade e diferenciam-se por seu grau de densidade, correspondente à vibração dos diversos estados ou planos que lhes são afins, dentro dum estado-limite de globo ou “círculo não se passa”. Essas sete expressões da Consciência humana dividem-se em três partes constituindo o já chamado ESPÍRITO – ALMA – CORPO, divisória feita já por São Paulo na sua Carta aos Hebreus, e que Papus alegorizava como o Cocheiro (Espírito) conduzindo a Carruagem (Alma) puxada por fogoso Cavalo (Corpo). Assim tem-se:

[ver esquema no PDF]

 

O Rakshasa possui a sua consciência centralizada no quaternário inferior, material, e por isso é amigo da fenomenologia e tem mais propensão a provocá-la no plano físico que o Mago Branco, que a evita por ser causadora de mayas ou ilusões, e por entender a CAUSA, o NÓMENO mesmo, pelo que chega a desprezar o fenómeno que hoje em dia é o instrumento predilecto de certas seitas para deslumbrar, fascinar o povo ignorante do perigo mortal que corre.

 

             O desmesurado crescimento da Personalidade em detrimento da Individualidade, embrutecendo e enfeiando a Alma com a constante ingestão de energias grosseiras que corrompem o maleável corpo kama-manásico, leva o mago negro a possuir no Astral as mais hediondas formas animalescas e a assumir as mais nabalescas atitudes que, de serem tão horripilantes, não me atrevo a descrever... para não horrorizar ainda mais o respeitável leitor.

             Os seus “templos”, cadinhos infernais onde se coze, tempera e serve a desgraça humana, apresentam invariavelmente as cores próprias da natureza bestializada, cada qual com o tom afim à actividade que aí se exerce sobre “mortos” e “vivos”. Por exemplo: cinzento significa ignorância a qual, quando levada ao extremo do ódio, torna a aura ambiental negra; castanho = inveja; vermelho escarlate = luxúria sexual; laranja ocre = intelectualidade despótica; roxo intenso = dor e sofrimento; verde lama = doença... e assim por diante, numa lista áurica dos males psicomentais carregados pela própria criatura humana que os criou.

 

             Quando um Ser de Luz aparece diante de uma dessas criaturas demoníacas, ela se contrai, aterroriza e acaba debandando ante a aparição do Testemunho do Poder Divino.

 

             E debanda ou escapa de maneiras assaz curiosas: ou rastejando ou dando pulos, por estar agrilhoada, encadeada à matéria tamásica que preenche inteiramente a sua alma corrompida. Mas, à medida que se voltar para a Luz de Deus e o Arrependimento e o Amor a inundar purgando-a com novos e mais elevados pensamentos e sentimentos, essa alma tornar-se-á mais rarefeita e límpida ao libertar-se como um “aerostato” dos grilhões ou cascões de natureza astral ou psíquica.

 

             Desse modo entro na segunda questão. O livre-arbítrio é princípio universal que nenhum Adepto Verdadeiro ousa sonhar transgredir, pois que é a alavanca charneira do processo vital de transformação da vida-energia em vida-consciência. Por ele todo o ser racional é livre, dentro do seu “limite não se passa”, de agir consoante as suas apetências. O bem ou o mal que daí resulte será colheita que lhe caberá como consequência kármica.

 

             Quando um mago negro desencarna, ele poderá despertar imediatamente no Plano afim, se poderes de imortalidade desenvolveu para tanto, ou então, e é o mais comum, entrar num longo período de hibernação astral (do qual nunca sairá, nos casos extremos), após o qual despertará no “habitat” kamásico que lhe é afim, arrastando as suas penas mas revoltado contra as mesmas indo culpar outros que não ele próprio... afinal, o verdadeiro e único culpado. Se quando encarnado desenvolveu os sidhis ou “faculdades psíquicas” no sentido egoísta de proveito próprio, geralmente usados para atropelar a integridade dos seus semelhantes, eles mesmos irão ser o seu vergel implacável, que de revoltas a atribulações acabarão demonstrando-lhe o quão infame e conspurcador da Vida foi!

 

             Aproximando-se o momento de nova reencarnação, o Ego Espiritual dessa criatura entra aos poucos em letárgio e adormecimento recolhendo-se sobre si mesmo até ficar do tamanho de uma “cabeça de alfinete”, passando o seu átomo-semente causal a projectar de si mesmo os restantes átomos-sementes mental, astral e físico, indo constituir a nova personalidade. Quando mais uma vez nasce neste mundo, ela traz em si latentes todos os defeitos do passado (inclusive os sidhis desenvolvidos prematuramente na vida anterior). E quando os defeitos são mais que as virtudes, o seu karma irá levá-la a ambientes afins à sua natureza e assim retomar o que na desencarnação anterior havia sido interrompido.

 

             Todavia, a Lei Divina lhe infligirá pesados tributos de modo a fazê-la ingressar no Caminho do Bem. O sofrimento, aguilhão indispensável para estes casos extremos, já fez com que muitos magos negros – alguns tristemente célebres, como foi o caso de Cipriano o feiticeiro que se transformou em santo – volvessem as suas consciências para a Boa Lei que é a Regra da Moral Universal estipulada pelo Eterno e garantida pelos Senhores do Karma.

 

             Mas quando essas criaturas se mantêm renitentes e impermeáveis ao Bem Maior, aglomerando consecutivamente de vida em vida pesadas energias tamásicas até se lhe tornarem insuportáveis, elas se lhe fazem fúnebres. Ante o desmesuradamente excessivo peso da impermeabilidade da personalidade para o Ego Espiritual puder se manifestar nela, ele acaba rompendo com ela, abandona a ligação à alma e assim sai do curso natural da Evolução. Enquanto surge um novo ente “desalmado”, de existência muito limitada, no palco terreno, a Mónada abandonada passa ao Pralaya Planetário precoce, ficando aguardando prematuramente um novo Manvantara Planetário. Isto equivale à entrada no “Cone da Lua”, na “8.ª ou Zero Dimensão”, o que acarreta sofrimentos indizíveis para a Mónada “expulsa fora da Corrente”, os quais se podem traduzir, muitíssimo palidamente, por uma solidão cósmica cuja mortalha é o frio sideral para a agasalhar, para a envolver... se não a decrepitude de ficar para trás.

 

             Isso é o Avitchi ou Inferno prematuro, a antítese do Nirvana ou Estado Espiritual mais elevado que o Homem pode almejar e alcançar, o qual é o Paraíso das delícias eternas dos Homens Superados.

 

             Quando acontece o rompimento do Espírito com a Alma, dá-se o fenómeno (hoje não raro) das “Almas sem Espírito” que continuaram vivendo na Terra até esgotar o prazo da encarnação vigente. Agirão com verdadeiros psicopatas, criaturas sem amor-próprio e infinitamente menos ao seu próximo, “títeres” do Mal, “bandeiras” rasgadas das hostes do vício e do crime não raras vezes, após esvaziadas do conteúdo espiritual, ocupadas por algum mago negro astral. Esse foi o caso de Hitler.

[ver imagem no PDF]

 

Dessa maneira, esses tulkus ou “aspectos” satânicos estabelecem e mantêm o vínculo    físico-psíquico entre a Loja Negra na Terra e a sua contraparte Astral ou Kamásica. E como alimentam tal vínculo? Vampirizando os vivos, incitando-os à luxúria, à inveja, ao ódio e ao crime, estabelecendo para as nações o lema anárquico “dividir para governar”, invés do sinárquico “unir para reinar”.

                          

             Carrego a experiência vivida do que é o Mundo Oculto e sei do que falo. Só como exemplo, para quem ainda duvide, relato sucintamente um episódio que demonstra até onde pode levar a Goécia (termo oriundo do grego Goetheia, “encantamento”, cujo diminutivo é Gohes, “feiticeiro”, oriundo da raiz gon, donde gohos, “gemido, clamor”, referindo-se aos gritos e imprecações que os magos negros empregam para conjurar as potências malignas aos seus interesses).

 

             Certa noite, após uma reunião espiritualista, foi-me apresentado certo indivíduo possuído de estranha particularidade: apesar de apresentar-se pessoa asseada e bem trajada, todavia ninguém conseguia estar junto dela por causa da pestilência que emanava, não do corpo mas da própria aura etérica... tresandando a enxofre e terra queimada. Intrigado com o fenómeno, passei a observá-lo à distância e registrei no seu corpo etérico sinais mágicos impressos por uma espada mágica, o que depois o próprio me confirmou, sem que eu lhe dissesse o que vira. Adiantou-me ter sido iniciado numa seita satanista e integrado nas “falanges dos cemitérios”, as quais se dedicam por artes funestas a absorver as energias etéricas dos recém-falecidos aí enterrados, e a escravizar quem ainda não se livrou por inteiro do corpo físico.

 

             Esse indivíduo desde que se filiara na dita seita (por via dum anúncio publicado em um desses miseráveis pasquins que enchem as bancas de jornais hoje em dia), teve o seu comportamento cívico e moral alterado de modo nabalesco, o que o levou a perder o emprego e os amigos. Como se não bastasse, cortou violentamente as relações familiares ao extremo de ser abandonado pela esposa e filhinho de tenra idade, que essa seita quis baptizar como «cabritinho», adoecendo gravemente em seguida, e que foi motivo do corte de relações familiares e da mãe fugir com o filhinho para longe dos olhares satânicos da seita. Não sei que terá acontecido à criança...

 

             Quanto a esse pobre, que o Destino pôs-me na frente, ao fim de conversação prolongada consegui convencê-lo a não voltar a esse antro de maldição, o que cumpriu nos dias seguintes. Confessava-me, então, sentir-se muito desejoso de lá voltar, como que puxado contra vontade. Igualmente sentia fortes impulsos para o suicídio. Eu sabia que os magos negros realizavam operações satânicas no intento de obrigarem o «filho pródigo» a regressar ao «lar». Decidi passar da Verboterapia à Magia Talismânica, de modo ao objecto magnetizado ir criar um escudo magnético que o abrigasse dos impulsos das Trevas, pelo que ofereci ao infeliz determinada peça dourada com o Cristo em Glória. Ele passou a usá-la e, daí em diante, a influência dos Rakshasas decresceu consideravelmente e o fedor áurico de cemitério acabou desaparecendo. O nosso homem recomeçou os seus estudos académicos e conseguiu emprego. Seguiu o seu caminho e ficou-me a lembrança que registro aqui para exemplo de todos os presentes e futuros.

 

             Mas quantos desgraçados perdidos nas teias do Mal não têm, por razões kármicas, quem os ajude? Quantos e quantas?!

 

             E se não tivesse defendido a MONTANHA SAGRADA DE SINTRA como a defendi do Mal na viragem do milénio, de espada tributária em punho envolvendo as Autoridades e o Governo da Nação, será que as coisas estariam tão bem como estão hoje? Fica a pergunta... que a resposta é demasiado óbvia.

 

             Passo, finalmente, à terceira questão. Assim como há Involução Cósmica como descenso do Espírito à Matéria, igualmente há Evolução Cósmica como ascenso da Matéria ao Espírito.

 

             No Período Involutivo da Humanidade, várias Hierarquias Criadoras Espirituais, Cósmicas, ajudaram-na a constituir-se tal como hoje é. Essas Hierarquias ao terminarem o seu trabalho ficaram para trás na Marcha da Evolução Planetária, pelo que pertencem ao Passado longínquo e prosseguem a sua Evolução Cósmica para nós, humanos, um mistério. Nada têm a ver com o Presente da Terra e com essas Hierarquias que por ora auxiliam o Homem no Caminho de Retorno ao Espírito Universal.

 

             Os “Irmãos Tenebrosos” e seus discípulos costumam invocar nomes tais como Píton, Asmodeus, Lâmia, Belzebu... afinal, de que se tratam? Tão-só de Seres Cósmicos auxiliares da formação do Homem no Passado Cósmico longínquo de milhões e milhões de anos (para Eles, segundos...) e que nada têm a tratar com o Presente movimento planetário do qual, ademais, em sua grandiosidade nem sequer têm consciência alguma dele, tal como Homem não a possui de uma única célula do seu corpo... Contudo, permanecem as suas “sombras” ou chayas, e permanecem porque a Linha Negra se encarrega de as manter através dos seus vassalos, muitos deles usando pomposamente tais nomes.

 

             Píton, a Alma-Grupo das serpentes, será também um poderoso Arqueu ou Assura que auxiliou à formação do Mental no Homem. O seu “veneno” (venena bibas) é o FOGO DA RAZÃO que então nos faltava, e, curioso, ou não tanto, as serpentes mais inteligentes e adiantadas são precisamente as mais venenosas.

 

             Asmodeus, o “Espírito mau da concupiscência”, é afinal poderoso Arcanjo ou Agnisvatta que ajudou à constituição do Emocional (Psíquico ou Astral) no Homem.

 

             Lâmia, a “Tentadora”, terá colaborado na elaboração do princípio Vital (Duplo-Etérico) no Homem, através das energias apásicas ou lunares.

 

             Belzebu, também chamado “deus das moscas” e “senhor dos escaravelhos”, estes insectos considerados sagrados no Antigo Egipto por a sua função reprodutora ser semelhante ao encerrar da Alma num Corpo denso feito de lama, é também a designação da Alma-Grupo dos escaravelhos que iniciaram a sua evolução como moscas, e igualmente do Ser Cósmico que ajudou a Alma Humana a ajustar-se a um veículo carnal.

 

             Todos essas e outras mais divindades do já longínquo Período da Involução pertencem ao PASSADO, e as querer importar ao PRESENTE é sumamente contraproducente em termos EVOLUTIVOS, mais do que para as Entidades em causa para os desgraçados invocadores, que assim retardam o seu progresso e de quantos os cercam, acarretando tais actos infames inaturais não poucas vezes doenças, loucura e morte.

 

             A Magia Negra o é por servir-se das energias do Passado invertendo (eis a razão das “missas negras” serem feitas ao contrário, desde as palavras aos actos do rito) o Poder Divino da TEURGIA (Theos+Ergon = A Obra de Deus), e assim tornando-se instrumento de dinamização da personalidade tendo por base métodos cruéis e imorais, em suma, destruidores de tudo quanto signifique EVOLUÇÃO.

 

             Da acção de Belzebu no plano denso, disso já tive provas visíveis e tangíveis através do caso seguinte: algumas pessoas do meu conhecimento seguidoras do movimento espiritista de Allan Kardeck, certo dia convidaram-me para um piquenique no aprazível Parque da Pena, em Sintra, sendo pretexto para troca de impressões. Aceitei e tudo correu bem, até a conversa se tornar mais séria. Claro que os meus argumentos não foram aceites, e gerou-se alguma tensão hostil aos mesmos. Calei-me quando o tom das vozes subiu... nisto, irrompeu de todos os lados da mata um enorme enxame de vespas que envolveu a todos. Juro que não sofri uma só picada, mas o mesmo não posso dizer dos outros... cujas auras poluídas haviam desencadeado a fúria dos elementais do sítio. Afinal de contas, ou se é ou não com e a Natureza, e conforme as palavras de Koot Hoomi, “o médium e o munindra são diametralmente opostos”.

 

             Escuso dizer que nunca mais me convidaram, nem para piquenique, nem para coisa alguma... se calhar ainda fiquei com fama de “feiticeiro” ou coisa parecia. Amém à ignorância.

             Quanto à influência de Píton parece que ela se faz sentir na moda em dia dos “extraterrestres reptilários”, demonstração cabal da ligação d’alguns às regiões mais baixas do Astral, onde a consciência onírica se mistura inextrincavelmente à consciência física... para todos os efeitos, visivelmente atormentada.

 

             Um dia talvez escreva sobre essa questão complicada dos «extraterrestres» e dos “ovnis”, como também daqueles que atribuem a sua procedência a galáxias imaginárias ou, então, tão-só longínquas... demonstração cabal de quanto a consciência onírica e física anseia uma salvação «extraterrestre» ou fora dos limites profanos e desperançosos em que hoje está o mundo imediato, consequentemente, uma esperança em algo sobrenatural ou sobre-humano que a possa salvar e levar ao porto seguro dum mundo novo, livre do caos social que impera neste mundo velho!... Acerca disso algo tenho a dizer, repito, mas não aqui.

 

             Poderia contar muitíssimos mais casos como ilustração e exemplo destas minhas palavras, mas convém não exagerar na dose.

[ver esquema no PDF]

 

Para terminar, saiba-se que a Magia Branca da Excelsa Fraternidade dos Sete Raios de Luz, empenhada na MISSÃO Y ou da Mónada Peregrina pelo Itinerário de IÓ, assenta em três regras básicas:

 

             1.ª - Vontade firme de fazer o Bem, a todos os níveis de consciência.

             2.ª - Trabalho de salvação da Humanidade, instruindo-a e iniciando-a.

             3.ª - Colaboração permanente com a Grande Loja Branca, nos planos social e espiritual.

 

             Essas três regras cumpre-as o TEÚRGICO como “Obreiro do Eterno na Face da Terra” por via dos sistemas Yama e Niyama, os quais constituem as Colunas de Realização nesta mesma OBRA DIVINA, bem se podendo considerar, neste tempo tempestuoso por que passa o Mundo, espiritual Barca de Salvação para todos os aspirantes ao Bem, ao Bom e ao Belo.

 

             YAMA refere-se às cinco restrições fundamentais:

 

[ver esquema no PDF]

 

             Nós, TEÚRGICOS, estamos inseridos no quadro dos SERVIDORES DA NOVA ERA, estamos criando cada vez mais o NOVO PRAMANTHA, com Regras e Técnicas Iniciáticas, JINAS, que nos outorgou o nosso Venerável Mestre JHS, as quais levam a desintegrar, na Ara do Fogo Sagrado, as querelas e mazelas kármicas de quantos sofrem na vida, todos esses que, no final de contas, são nossos irmãos em Humanidade.

 

             Ajudando-os ajudamo-nos, e comparticipamos activamente no Desígnio do Eterno na intenção nobilitante de tornar o Homem mais Homem e Deus mais Deus, concorrendo assim, no dizer do mesmo JHS, para a consumação da “Bastilha Universal”, aquando se dá a final e suprema Concórdia de todas as criaturas humanas da Terra.

 

             A todos, pois, desejo muita Paz, Saúde e Progresso verdadeiro.

 

             Tenho dito.

 

BIJAM

 

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