| Colocado: 2006 - 14 - Outubro às 11:49 | IP Ligado
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VANDALISMO À SOLTA NA SERRA DE SINTRA
Denunciado publicamente por Vitor Manuel Adrião e a Comunidade Teúrgica Portuguesa,
entre 1999 e 2000, na RTP – 1 (Telejornal), na RTP- 1 (Programa da Manhã e da Tarde),
na TVI (Jornal Nacional), no Canal Notícias de Lisboa (emissão repetida durante 24 horas
no seu Noticiário), na Rádio “Pena” de Sintra, no Jornal “A Pena”, no “Jornal de Sintra”,
na revista “Grande Reportagem”, e à Agência Lusa cuja notícia foi enviada para os jornais
nacionais e internacionais, aqueles tendo-a publicado na 2.ª feira, 24 de Julho de 2000, de
que se destacam os títulos seguintes:
– CORREIO DA MANHÃ, página 10, título: Cultos Satânicos ameaçam património na
Serra de Sintra.
– PÚBLICO, página 40, título: Alerta historiador da Serra de Sintra – Rituais
nocturnos põem em perigo o Monte da Lua.
– DIÁRIO DE NOTÍCIAS, página 28, título: Cultos à noite ameaçam Sintra – Velas e
fogueiras a invocar o «anti-Cristo» colocam em risco a serra, onde em 1999
já arderam dois imóveis antigos. A
vigilância vai aumentar.
– 24 HORAS, página 9, título: Serra de Sintra atrai seitas loucas.
A NOTÍCIA da AGÊNCIA LUSA, pela sua jornalista Ana Isabel Fernandes:
– As velas e fogueiras que, durante a noite, iluminam os “cultos satânicos” na Serra de Sintra são uma ameaça ao património, que no ano passado sofreu duas baixas devido às chamas – “challet” e cavalariças da condessa d’Edla.
Numa visita à Serra de Sintra guiada pelo historiador Vitor Adrião, constata-se que vários são os locais que servem de palco para cultos que invocam o “anti-Cristo”.
“Há mais de quatro anos que alerto para o perigo que estes rituais representam, porque a serra é um verdadeiro barril de pólvora. Basta que uma vela caia e é a desgraça”, diz. Espelho disso é o “challet” da condessa d’Edla que ardeu o ano passado e que “servia de albergue a toxicodependentes e era a casa de eleição para a realização de encontros satânicos”, disse o historiador.
Do que resta do “challet” são ainda visíveis os símbolos que invocam “satanás”. Cruzes viradas para baixo e pentagramas invertidos decoram agora as paredes que outrora mostravam pinturas feitas à mão.
Segundo Vitor Adrião, o “challet” da condessa, a Segunda mulher de D. Fernando II, “sempre esteve abandonado”, o que acabou por cativar “os vândalos”. “Mesmo depois deste incêndio ainda não houve ninguém que se preocupasse com a realização destes rituais que mais cedo ou mais tarde irão provocar incêndios de grandes proporções”, adiantou.
Mesmo ali ao lado ficam as cavalariças da condessa que recentemente também arderam. “Um fogo que foi igualmente provocado por jovens que praticam estes cultos”. Para o historiador, que já dedicou dois dos seus livros à Serra de Sintra, “não é quem pratica brincadeiras macabras que tem a culpa, mas as autoridades que conhecem os cultos e que nada fazem”.
Nas paredes das cavalariças que resistiram às chamas e que ainda continuam de pé podem ler-se frases como: “Nós somos os tais contra os quais vos advertiram vossos pais” ou “Jesus é Hitler, o nosso senhor”.
Dentro da área do Parque da Pena, a cada passo encontram-se marcas de fogueiras, garrafas de vinho e preservativos. Amontoados de lixo que para Vitor Adrião representam os cultos “animistas” de pessoas que “procuram o diabo através do álcool e das drogas”.
O administrador da empresa que agora gere os Parques de Sintra, Paulo Serra Lopes, disse que o problema dos rituais “é diminuto em relação ao vandalismo de que tem sido alvo a Serra de Sintra”. O responsável adiantou que a segurança “vai arrancar nos Parques de Sintra antes do mês de Setembro”, uma vigilância de 24 horas por dia.
O que mais preocupa Paulo Serra Lopes nesta altura é a degradação do património sintrense, que “irá ser alvo de uma grande requalificação através da ajuda de várias pessoas que já se mostraram dispostas a congregar esforços”.
Quanto às acessibilidades em caso de incêndio, o administrador da empresa Parques de Sintra – Monte da Lua afirmou que está a ser feito um estudo e que “o maior perigo está fora da área dos parques e não no seu interior”. Contudo, Serra Lopes lamentou o facto de os monumentos da Serra de Sintra terem sido vandalizados e destruídos, através do fogo, “o que só aconteceu por não existir vigilância e porque os edifícios estão em locais ermos que atraem aqueles que não têm onde ficar”.
A presidente da Câmara Municipal de Sintra, Edite Estrela, disse estar confiante no trabalho que vai ser desenvolvido pela nova empresa de capitais públicos e lembrou que a autarquia “tem vindo a investir, nos últimos tempos, num sistema de vigilância” em parceria com a Protecção Civil, corporações de bombeiros e escuteiros.
“Tem sido um trabalho muito difícil e é praticamente impossível detectar esses grupos que à noite vão para a serra praticar rituais, acendendo velas e fogueiras”, sublinhou a autarca. No entanto, Edite Estrela afirmou que as áreas dos parques de Sintra irão ser vedadas e irão ter “vigilância redobrada” para desincentivar os prevaricadores.
O comandante da zona operacional de Sintra, Ernesto Nunes, afirmou que a serra “é muito frequentada durante a noite por pessoas que procuram fazer rituais” e que “muitas vezes” os bombeiros já foram chamados “mas só encontraram fogueiras semi-apagadas, velas, garrafas de vinho, preservativos e galinhas mortas”. Acrescentou que “felizmente” ainda não houve um grande incêndio na Serra de Sintra desde 1989 “porque a vigilância tem sido cada vez mais apertada”. A situação “tem vindo a melhorar e os resultados estão à vista”, considerou.
Várias associações de Sintra apresentaram queixas na GNR, PSP e PJ contra os grupos que invadem a serra durante as noites de sexta-feira e sábado, mas nenhuma destas autoridades disse estar autorizada a falar sobre o assunto. Fonte da Polícia Judiciária referiu que o caso está em segredo de justiça e que só depois das investigações serão divulgados os resultados.
Ana Isabel Fernandes, da Lusa
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